NO CAMINHO DOS VEÍCULOS COM EMISSÃO ZERO

The fuel cell system and the compressed-gas bottles are located on the roof of the vehicle. This is also where the electricity used to power the 200 kW electric motor is generated from the hydrogen. Each bus can accommodate up to 70 passengers and has a range of approximately 200 kilometers and a top speed of 80 km/h.
Citaro Fuell Cell | © Daimler AG

Graças ao contínuo desenvolvimento ao longo dos anos, os motores diesel da Daimler AG tornara-se unidades motrizes de alta tecnologia, e que continuarão a ser a espinha dorsal do sistema motriz dos veículos comerciais por muitos anos ainda. Estes motores demonstram o seu grande potencial pelas constantes reduções de emissões, a par de uma constante melhoria da eficiência de energia.
Seguindo os diversos estádios de desenvolvimento desde 1990, as emissões médias de óxido de nitrogénio foram reduzidas em bem mais de 90 por cento. Os autocarros e camiões Mercedes-Benz com a actual tecnologia diesel BlueTec combinam estes avanços ecológicos com benefícios económicos para o operador. Tudo isto porque, ao contrário do que se passa com outros sistemas de tratamento de emissões de escape, o consumo de combustível foi drasticamente reduzido: tomando como exemplo um camião de longo curso, esta economia de combustível chega aos 2.000 litros por ano.
Esta economia de combustível corresponde a uma redução do fardo ambiental numas boas cinco toneladas de CO2 por ano.
Comparando com outros tipos de veículos, em termos de quilometragem de transporte, o “carro-de-um-litro-aos-100Kms” é já uma realidade há muito tempo no sector dos veículos comerciais.

Até que as Emissões Zero utilizando um sistema de motorização “fuel cell” se tornem uma proposta eficiente em termos de custo, outros progressos na redução substancial de consumos de combustível são concebíveis apenas a partir de tecnologias híbridas.
São integrados dois tipos de sistema em veículos híbridos. A energia gerada na travagem é recuperada na forma de energia eléctrica, armazenada em baterias e reutilizada para alimentar o motor eléctrico. Graças a esta unidade adicional, um motor diesel de menores dimensões e mais leve pode ser instalado, produzindo a mesma performance total.

No caso dos camiões, a Daimler AG optou pelo denominado “híbrido paralelo”, solução na qual o motor eléctrico é integrado no trem motriz e cujo output contribui para o do motor diesel.
Em sintonia com diferentes parâmetros de operação, os autocarros híbridos produzidos pelas marcas do Grupo – Orion, Fuso e Mercedes-Benz – utilizam o que se denomina “híbrido em série”. Neste caso, um gerador ligado directamente ao motor diesel fornece a energia necessária para os motores eléctricos.

Nos autocarros híbridos da Fuso e nos novos modelos híbridos da Mercedes-Benz, todas as unidades auxiliares são também electricamente alimentadas, o que significa que o autocarro pode operar apenas com energia eléctrica – e, por tal, sem emissões de escape – ao longo de curtas distâncias. O inovador conceito de cubo de roda do Mercedes-Benz Citaro G BlueTec Hybrid anuncia uma mudança tecnológica rumo à Emissão Zero.
Chegado o tempo adequado ao desenvolvimento de uma futura geração de veículos, será apenas o gerador diesel que terá que ser substituído por células de combustível – “fuel cells” -, já que os componentes eléctricos de motorização estão já experimentados e testados.

A utilidade diária dos veículos “fuel cell” foi demonstrada nos mais extensivos testes práticos ocorridos mundialmente, utilizando para tal 30 unidades baseadas no modelo Citaro da Mercedes-Benz em frotas de clientes de transporte público urbano.
Estes veículos percorreram uma quilometragem total superior a dois milhões de quilómetros e totalizaram mais de 125 mil horas de operação.
Para que a utilização de tecnologias de Emissão Zero se torne possível em larga escala nos veículos comerciais, a vida útil das células de combustível tem que ser significativamente aumentada e os custos totais drasticamente reduzidos. Estes são os principais desafios colocados aos engenheiros do desenvolvimento para os próximos tempos.
A estas limitações, deve ainda adicionar-se a falta de uma infra-estrutura de abastecimento de hidrogénio.